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São Paulo 11/11/2020 – É realmente desafiador, eu só queria cantar e fazer o que eu amo, mas ter que interpretar um personagem para agradar é muito difícil

Cantor, que sofreu preconceito e boicotes por ser gay, teve de abandonar o estilo sertanejo para seguir seu sonho como cantor

Natural de Roraima, o cantor que é advogado trocou os tribunais pelos palcos da música sertaneja, vivia seu momento de ascensão, até se ver obrigado a revelar sua condição sexual para empresários e contratantes que chegaram a sugerir que ele escondesse o fato de ser gay para seguir com contratos e patrocínios.

O cantor que preferiu viver sua verdade, teve sua ascensão interrompida optando por não viver interpretando um personagem. “É realmente desafiador, eu só queria cantar e fazer o que eu amo, mas ter que interpretar um personagem para agradar é muito difícil. Hoje me sinto livre para ser verdadeiro, quando eu comecei me sentia preso no estereótipo sertanejo hétero, eu estava preso em ideias preconceituosas, que eram mais minhas do que dos outros.”

Apaixonado pela cultura do norte, o cantor roraimense Wagner Luther busca constantemente formas de unir o estilo musical regional ao pop. Em 2018 se uniu ao consagrado grupo Carrapicho para uma releitura da toada “Tic Tic Tac”, sucesso no final dos anos 1990. Em 2020, com o intuito de relembrar a música que foi o motivo de festas do verão de muitas pessoas, uniu-se ao Dj Shark e Zezinho Corrêa. A letra do single traz frases: “Com seu jeito forte chegou pra ficar… mulher brasileira tem que respeitar” , vem como apoio ao movimento contra o abuso doméstico que durante o período de pandemia aumentou cerca de 40%.

O remix intitulado “Bate Forte” será lançado no dia 6 de novembro em todas as plataformas digitais. O videoclipe gravado na floresta amazônica está repleto de referências regionais, valorizando a cultura do norte brasileiro. A música tem um ritmo muito tropical, dançante, além de mostrar a importância da preservação da natureza.

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