Sexo e pessoas Com deficiências
Crédito: sexualidade e você
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Como sempre dizemos, antes da DEFICIÊNCIA, existe a PESSOA e todo ser humano tem hormônios e tesão, independente da condição física.

O sexo é um tabu nas mais diferentes conversas, mas em relação às pessoas com deficiências (PCD) o sexo é sempre um tabu. Então cá estou eu para te dizer: Sim, fazemos sexo e isso não é um problema.

Cadeirantes podem transar, cegos podem transar, pessoas amputadas, com doenças crônicas, degenerativas, com baixa visão, com limitações motoras, com limitações de fala… todo mundo, maior de dezoito anos com plenas condições cognitivas podem sim fazer sexo, sentir e dar prazer sem precisar ser infantilizado ou temido.

Para começar, é preciso lembrar que, independente da condição física, o ato sexual só pode existir se houver consentimento das duas (ou mais) partes e, tendo esse consentimento, não há limites para experimentar novas e prazerosas formas de se chegar ao orgasmo. Ainda assim, a maior indagação é “Como vocês fazem para transar?”. As pessoas têm necessidade de imaginar como seria, como fariam para ir para cama com alguém se não conseguissem ficar de pé ou ter força muscular para se movimentar durante uma relação sexual.

A curiosidade também está ligada ao pensamento de que, dependendo da situação, pessoas com deficiências podem ser vistas como figuras infantilizadas, que precisam de cuidados extremos e não são capazes de dar prazer ao(à) parceiro(a). Isso é uma besteira de marca maior. Quem nunca teve uma relação que não foi como o esperado? Que a química não fluiu, que a vibe estava estranha? Isso acontece com qualquer pessoa e pode acontecer com alguém que tem uma deficiência.

Por outro lado, também há situações nas quais as pessoas com deficiência viram objeto de fetiche e, nesse caso, como disse ali em cima, o que vale é o consentimento. Quem se relaciona com PCD geralmente tem uma cabeça diferente, mais aberta, e entende que a adaptação é lei, descobrindo novas formas e jeitos de ambos(as) sentirem tesão, prazer e terem um orgasmo memorável.

Sexo e Pessoas com DefiiênciaPense que no livro Kama Sutra existem 529 posições sexuais. QUINHENTAS E VINTE E NOVE! Acredito que as pessoas que pensam que sexo com PCD é algo não satisfatório geralmente se limitam à duas ou três posições com seus(suas) parceiros(as) sem deficiências. Então, é hora de abrir a cabeça e pensar que existe uma infinidade de formas de se relacionar fisicamente, dar e sentir prazer com alguém, incluindo, ou não, a penetração.

Existe também a dúvida em relação ao toque em cadeirantes, então saiba que que nem todos perdem a sensibilidade, e mesmo entre os que perderam, existe o prazer em olhar, alguns tem o fetiche e até o mais leve toque pode ser uma grande fonte de prazer.

Não é preciso se limitar, e hoje existem um milhão de acessórios e brinquedos que ajudam a sair da rotina, além de adaptar várias posições e libertar o corpo para se desbravar um novo universo de prazer à cada transa.

Para pessoas com deficiências ou não, a regra é ser criativo e mente aberta para provar tudo isso e lembrar que em alguns casos, existem também remédios que podem ajudar tanto para a ereção no caso dos homens, quanto remédios que dão uma energia a mais para os casos de limitações motoras mais intensas.

O importante é a confiança e a aceitação seja homem ou mulher, com deficiências ou não…

Para finalizar, o sexo faz bem para a pele, para o corpo e para a alma, se for entre pessoas que querem fazer, independente de uma deficiência. Relaxa que para tudo tem um jeito.

Transe mais e julgue menos.

 

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Amanda Lyra – Cantora, compositora, produtora e apresentadora, cadeirante e idealizadora do Projeto Solyra. Diretora e Editora chefe do Expresso Livre e Portal VRNews!

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