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Pra qualquer pescador amador apenas uma varinha estática e uma minhoca, um barranco de rio, e a lua certa podem ser  garantia de um dia cheio de reflexões e possíveis satisfações. 
A adrenalina que corre na veia com o susto de uma fisgada e a reação rápida para não perder a presa valem as horas de espera. Mas a evolução traz conhecimentos que podem ser aplicados e que faz outra analogia válida para a vida. Com tanta mudança nos aspectos globais, a pesca, que é uma das formas mais antigas de caça, ganhou iscas artificiais que podem parecer estranhas e mal vistas aos olhos de pescadores mais antigos, mas que trazem intrínsecas um tipo diferente de arte predatória.  
A escolha do tipo de isca para cada comportamento dos peixes, sua cor, seu peso e sua desenvoltura são essenciais para o sucesso. É como situações cotidianas que dependem da expertise de quem as conduz para se adaptar e atingir os objetivos traçados. Essa expertise só é possível para quem estimula simultaneamente a parte teórica de aprendizados sobre o clima, o solo, as diferentes espécies aquáticas, pressão atmosférica, tábua de marés e luas com a sabedoria que só a prática pode fornecer, como as melhores formas de arremessar baseado no treino e na adaptação do corpo para cada tipo de envergadura da varinha, o ajuste perfeito da carretilha pra cada isca e, é claro, a escolha de onde jogar a isca para que a garatéia não enrosque, a linha não enrole e o peixe finalmente se interesse.
Como na vida em terra, muitos acabam usando todos esses recursos de forma exagerada e desmedida, lançando grandes redes e acabando com toda a vida subaquática sem remorso ou consciência.
Esquecem do respeito intuitivo das antigas formas de caça e da velha premissa do equilíbrio… o mesmo que traz a satisfação e segurança, se alterado vira de cabeça pra baixo: o barco, a vida e o mundo. 

*Por Expresso Livre

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