Mulheres Samurais
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A sociedade da época do Japão feudal era extremamente machista e patriarcal, onde as mulheres eram frequentemente subestimadas e tinham que seguir rigorosamente as regras e etiquetas impostas à elas.

Mesmo sem o merecido reconhecimento, há relatos e provas históricas das Onna Bugeishas, as Mulheres Samurais que eram treinadas para serem guerreiras, dominando o uso de armamento, lutavam batalhas defensivas, protegendo castelos e vilas, porém, não era incomum encontrar mulheres na linha de frente das batalhas.

Arqueólogos encontraram evidências de mulheres no campo da Batalha de Senbon Matsubaru, onde os testes de DNA em 105 corpos revelaram que 35 eram femininos. Em duas outras escavações, o resultado foi semelhante.

Conheça algumas das principais Onna Bugeishas que fizeram história no Japão:

Imperatriz Jingû Kogo

Onna Bugeishas - mulheres Samurais

Jingû Kogo, que ficou conhecida na história do Japão como a “Imperatriz Guerreira”.

No ano 200 a.C. seu marido, o imperador Chûai faleceu e Jingû passou a ser a única mandatária do Japão. Então, neste mesmo ano, resolveu conquistar a Coréia com o seu exército. A imperatriz Jingû comandou pessoalmente a frota de navios japoneses, numa época em que pouco conheciam sobre navegação e a travessia do mar até o continente Chinês era quase uma viagem sem volta.

O sucesso obtido por ela, fez nascer a crença de que ela tinha em seu poder as Jóias da maré baixa e da maré alta, duas bolas de cristais místicas, com o poder de controlar as marés, que são citadas em várias histórias mitológicas. Os japoneses contam que essas jóias permitiram a Jingû controlar as manobras de sua frota de navios e os exércitos de peixes acompanharam ela até a Coréia.

Em 1881, a Imperatriz Jingū tornou-se a primeira mulher a ser representada em uma nota da moeda japonesa.

Nakano Takeko

Onna Bugeishas - mulheres Samurais

Há 170 anos, Nakato Takeko foi uma das últimas  samurais do Japão. Estudou matemática e literatura, sendo treinada para ser guerreira. Era muito habilidosa com a ko-naginata (uma arma medieval feita de madeira com foice na ponta), extremamente inteligente e mestre nas artes marciais.

Nakano Takeko aprendeu a usar o naginata com maestria e diante do conflito armado em Fukushhima, ela foi à luta contra o centenário domínio imperial. E como não podia combater ao lado dos homens, criou um exército feminino de samurais chamado de Joshitai, inclusive levando sua irmã, Yuko. Ao assumir o comando da nova força de combate de Onna Bugeishas, se juntou aos samurais na batalha.

Nakano se destacou das demais devido a sua coragem, astúcia e valentia. Na batalha de Aizeu, seus inimigos homens, foram obrigados a repensar nas estratégias porque estavam levando desvantagem com as técnicas de Takeko.

 

Onna Bugeishas - mulheres Samurais

Em 1868 foi ferida e sabendo que seria prisioneira, agonizante, pediu a sua irmã que cortasse sua cabeça para não servir de troféu ao inimigo. Sua cabeça foi enterrada aos pés de um pinheiro no templo Aizu Bangemachi e um monumento foi construído em sua homenagem.  Anualmente, muitas mulheres visitam o monumento para reverenciar a última samurai do Japão.

Tomoe Gozen

Mulheres Samurais

A guerreira participou de várias guerras, como a Genpei. De acordo com o Heike Monogatari, Tomoe era especialmente bonita, de pele branca, cabelos longos e belos traços. Também era uma excelente arqueira, e com uma espada era uma guerreira que valia por mil, pronta para enfrentar um demônio ou um deus, a cavalo ou a pé. Domava cavalos selvagens com grande habilidade; cavalgou através de encostas perigosas, sem nenhum arranhão. Sempre que uma batalha era iminente, era enviada como sua primeira capitã, equipada com uma armadura pesada, uma grande espada e um arco poderoso, e era mais corajosa do que qualquer um de seus outros guerreiros.

Desde os tempos mais remotos, as mulheres resistem à margem, fazendo história e lutando por seus ideais. Nossa proposta é divulgar as histórias para inspirar cada vez mais pessoas à acreditarem em seus sonhos e batalharem para conseguirem alcança-los. Porém seguimos com a esperança que as batalhas aconteçam longe dos campos de guerra e sim no propósito de um mundo mais justo e sem violência.

 

Fonte

Sites: Coisas do Japao, Nippo, Wikipedia e Samurai Archives

 

Amanda Lyra – Cantora, compositora, produtora e apresentadora, cadeirante e idealizadora do Projeto Solyra. Diretora e Editora chefe do Expresso Livre e Portal VRNews!

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