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Rio de Janeiro 9/10/2020 – A CRISPR é uma tecnologia considerada revolucionária, pois pode fazer alterações precisas no DNA humano

A tecnologia também está sendo pesquisada por cientista de Universidade Canadense que tem parceria com médicos no Brasil.

A notícia sobre a conquista do prêmio Nobel de química de 2020 entrou para história. Pela primeira vez, duas mulheres ganharam juntas o prêmio da academia Sueca. A cientista francesa Emmanuelle Charpentier e a cientista americana Jennifer Doudna foram premiadas pelos resultados de pesquisas que utilizam a tecnologia CRISPR. Emmanuelle é diretora no Instituto Max Planck na Alemanha e Jennifer é professora na Universidade americana de Berkeley. A CRISPR é uma tecnologia considerada revolucionária, pois pode fazer alterações precisas no DNA humano, permitindo a substituição no genoma humano de uma sequência de ácido nucléico anormal por uma sequência normal. Isso possibilitaria alterações em genes responsáveis por doenças como o câncer e doenças raras. Este tipo de edição do genoma acontece quando a enzima Cas9 faz um corte molecular da sequência de nucleotídeos a ser modificada e uma nova sequência de nucleotídeos pode ser integrada na célula. Essas alterações genéticas podem também ser feitas em outras espécies, como mosquitos transmissores de doenças, reduzindo seu poder de transmissão.

Em outros lugares do mundo a técnica já está sendo aplicada por outros pesquisadores. É o caso da Universidade de Laval no Canadá. A equipe chefiada pelo cientista Dr. Jacques Tremblay está aplicando a CRISPR à pesquisa voltada para a prevenção do Alzheimer. O objetivo da pesquisa é introduzir uma mutação, que demonstrou prevenir a perda de memória, mesmo em pacientes com mais de 95 anos. O grupo de Tremblay foi capaz de introduzir a mutação em células humanas em cultura. Em maio de 2019, Tremblay registrou e patenteou a pesquisa nos Estados Unidos. Experimentos ainda precisam ser feitos para comprovar os resultados e garantir a segurança de seu uso. Foi o que enfatizou o médico brasileiro Dr. Marcello Bossois, colaborador da equipe de Tremblay. Dr. Bossois diz que são muitos os passos até que a pesquisa chegue realmente à população. Entidades científicas e comitês de ética estão envolvidos no processo de aprovação de uma nova tecnologia como o CRISPR e pode levar alguns anos para que a técnica seja aprovada e aplicada na doença tratamento.

Dr. Boissois coordena o projeto Brasil Sem Alergia e desde o início de 2020 destaca os estudos do CRISPR em seu canal no YouTube. O perfil da plataforma de vídeo aborda algumas questões relacionadas à saúde, mas desde o início da epidemia tem recebido muitas perguntas referente ao novo vírus. Os principais questionamentos recebidos são principalmente sobre temas relacionados à saúde respiratória. Sobre a Covid-19, ele declara que o CRISPR pode ser usado para diagnosticar a doença. Na verdade, a equipe canadense desenvolveu um teste que usa recursos de baixo custo e oferece um alto índice de eficácia. O teste será utilizado em alguns países e contribuirá para o controle do número de infectados nessas regiões e possibilitará que aqueles que não estão infectados realizem suas atividades com mais segurança.

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