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28/10/2020 –

Um recente estudo publicado pela Associação Americana de Reprodução Assistida mostra os malefícios da obesidade para a reprodução assistida

As consequências da obesidade na qualidade de vida das pessoas é quase um mantra no meio médico. Faça exercícios, regule a alimentação controle o peso são orientações no consultório e nas Campanhas de conscientização por uma vida mais saudável. No próximo dia 11/10, será comemorado o Dia Mundial de Combate à Obesidade, cuja finalidade é alertar sobre os riscos do excesso de peso para a população. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), um em cada oito adultos do planeta está acima do peso. A projeção indica que até 2025, cerca de 2,3 bilhões de indivíduos estejam com sobrepeso, desses 700 milhões serão obesos.

Para o ginecologista Alfonso Massaguer, diretor da Clínica Mae, especializada em reprodução assistida, chama a atenção para os perigos causados pela obesidade na gestação. “É preciso controlar o peso também para uma gravidez mais saudável. Iniciar o quanto antes um acompanhamento nutricional e mudar o estilo de vida, contemplando a prática de atividades físicas, é o primeiro passo. Pacientes que conseguem diminuir o peso têm menos riscos de desenvolver síndrome metabólica, pressão alta e diabetes”, ressalta o médico. Ele explica ainda que a obesidade pode interferir ainda na fertilidade do casal “O sobrepeso piora a qualidade dos óvulos, piora os resultados dos tratamentos de reprodução, aumenta o índice de abortamentos e uma das causas de complicações na gravidez”, completa.

Um dos métodos para controle de peso a ser considerado, sobretudo em pessoas com grau de obesidade mais avançada, é a cirurgia bariátrica, mas quem quer engravidar precisa levar em conta o impacto do procedimento na fertilidade.

Segundo uma recente publicação da American Society of Reproductive Medicine e um outro estudo conduzido por especialistas brasileiros também publicado recentemente na revista Obesity Srugery, a cirurgia bariátrica afeta diretamente a qualidade dos espermatozoides nos homens e causa uma baixa na qualidade nutricional da mulher, desregulando as taxas hormonais e afetando diretamente os parâmetros ligados à fertilidade.

Para o Dr. Alfonso “a redução de estômago traz muitos benefícios e grande perda de peso, mas é preciso que após a realização da cirurgia se estabeleça um período para o organismo voltar aos processos normais. O que leva em média um ano”.

Outra alternativa para quem precisa passar pela cirurgia bariátrica é o congelamento de óvulos ou espermatozoides. O tratamento possibilita postergar a gestação para o momento mais apropriado, e para quando a mulher ou o homem precisam esperar. De acordo com o ginecologista, em outras situações o procedimento também é indicado:

• Motivos pessoais: segundo uma pesquisa feita na Inglaterra pelo Centro de Pesquisa em Reprodução da Universidade De Montfort, a maioria das mulheres congela os óvulos por falta de um parceiro. Seja qual for a motivação, o congelamento de óvulos é indicado para as mulheres que desejam adiar a maternidade.

• Mulheres com cistos ovarianos: quando a paciente possui alguma condição – como a endometriose, por exemplo – que influencie negativamente na qualidade dos óvulos.

• Pacientes de Fertilização in Vitro (FIV): a mulher pode optar pelo congelamento dos óvulos quando a coleta de espermatozoides do parceiro não resulta em uma quantidade suficiente para o tratamento. Assim, não há o desperdício dos óvulos gerados durante a indução ovariana.

• Óvulos excedentes da FIV: quando a indução ovariana realizada para o tratamento de FIV gera um número de óvulos saudáveis acima do necessário e há a intenção de engravidar novamente.

• Baixa reserva ovariana: quando a paciente apresenta uma queda na quantidade de óvulos, identificável através de exames específicos, ou possui um histórico familiar de menopausa precoce.

• Pacientes com baixa reserva ovariana em meio a uma FIV: o congelamento de óvulos é indicado nesses casos para que a paciente tenha uma espécie de “banco de óvulos”. A mulher faz a indução ovariana em mais de um ciclo menstrual para conseguir o maior número de óvulos saudáveis para a fertilização.

• Mulheres em tratamento oncológico: a radioterapia e a quimioterapia são tratamentos que afetam a fertilidade da paciente. Por isso, é indicado congelar os óvulos para aquelas que desejam engravidar depois do tratamento.

Website: https://www.clinicamae.med.br/

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