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Nem pesadelo, nem sonho… apenas uma doce realidade

Estação de Histórias

Revisitando sonhos, ela reviveu seu pior pesadelo. Hoje, uma memória curada, que se transformou numa forte e doce mensagem de superação.

Paula sempre colecionou qualidades e elogios. Até mesmo a fase difícil que veio com a separação de seus pais, que trouxe dificuldades financeiras, ela demonstrou ainda mais qualidades e, com muita consciência e força de vontade, tratou de mudar suas condições.  Buscou aprendizado, trabalho e reconhecimento.

Sempre colecionou conquistas e admiração por onde passava. Nos estudos e no trabalho, a coleção só cresceu! Linda, doce, cheia de vida e de empatia no trato com o outro, encantou nos relacionamentos e amizades, em construções sólidas e cheias de amor.

Mas chegou seu momento de se encantar. Foi por um estrangeiro, amigo de um amigo, que seu coração perdeu o compasso. O que pensava existir apenas nos seus mais íntimos sonhos, estava batendo na sua porta. Romance, flores, presentes, viagens, tudo lindamente embrulhado pra presente. Só pra ela.

Na vinda ao Brasil, seu mais novo e completo amor trouxe com ele o lado que havia ocultado dela até então… Os sinais de pesadelo começaram a invadir o sonho da linda princesa da vida real. Ciúme extremo, alterações grotescas de humor, tudo indicava. Mas o encantamento mascarava.

Na despedida, a dor foi tão tanta, que Paula não teve dúvidas do que a vida pulsava pra fazer. Deixou tudo no Brasil e rumou para a Europa. Sim, largou tudo porque não poderia largar sua vontade de amar e ser feliz.

Chegando em terra estranha, o pesadelo que já tinha dado sinais, foi ficando cada vez mais presente. O sonho da princesa da vida real começava a escorrer pelas mãos… mas ela não deixaria.

Afinal, sonho é o coração em movimento. E o dela corria!  Tinha pressa em ser feliz em terras longínquas e viver a certeza de que largar tudo tinha valido a pena. Mas parecia sonhar sozinha…

Do outro lado, o pesadelo trazia palavras ofensivas, atitudes descompassadas, ameaças impensadas, tudo que ela só concebia imaginar em cenas de filmes muito mal escritos… afinal, roteiro onde sofre a mocinha, só mesmo na imaginação de alguém com coração partido ou sem ele… No roteiro da vida dela, nunca algo assim seria pensado. Muito menos admitido. Mas onde ficaria o sentimento que tinha? O sentimento que cresceu pela família e pela terra que a acolheu? Como ficaria tudo que ainda não tinha conseguido construir? Aquela princesa linda, que estava se descobrindo mulher de uma forma dura e re4siliente, não poderia deixar tudo de bom escapar sem lutar. Continuou! Sonhando na luta. Lutando no sonho.

Momentos de calmaria davam um pouco de trégua. Se colocavam entre o sonho, que perdia espaço e o pesadelo, que tomava conta. Mas não era suficiente… Tinha sua rotina fiscalizada, suas coisas destruídas, sua vida ameaçada… Ela enxergava, mas não via. Entendia, mas não compreendia. Mas sua inteligência, mesmo que por vezes intuitiva, dava o compasso. Avançar. Recuar. Lutar. Desistir.

A hora tinha chegado. Muitos acontecimentos sofridos. Muitos sinais não vistos pelo vislumbre do amor encantado. Se sentiu invadida, depois de ter seu valor de lealdade ferido. Era pesado demais. Todo o terror psicológico, os arroubos de destruição, as palavras de humilhação, ela pensava ter forças para vencer, mas não admitiria seu valor quebrado. Ainda mais despedaçada, num arroubo de coragem, ela decidiu o que era sua única opção pra manter o mínimo de amor por ela mesma que insistia em escoar pelas suas mãos. Era a hora do basta.

A proteção que conseguiu do Universo todos os meses que viveu, dia após dia, vendo seu sonho virar pesadelo, não a abandonou no seu momento de decisão.

Sem recursos, sem bens pessoais, sem esperanças, sem forças pra continuar, encontrou auxílio nos amigos que fez, na família que conquistou e no único documento que conseguiu salvar. Era hora de voltar. Finalmente entendeu que sonho que se sonha só, não merece ser partilhado com outro coração… Descobriu que amor é peso, é medida. E na balança da vida a dois, esse fiel precisa ser equilibrado.

Sem perspectivas, mas com muita coragem, retornou pro Brasil, pra sua vida. Mais que tudo, voltou pra ela! Pra doce realidade de ser Paula. Com as mesmas qualidades, mas agora, mais madura e consciente do que não desejava mais pra sua vida. O amor? Não…. esse ela ainda queria. Mais que tudo, ela merecia e encontraria! Não queria mais o escondido pelo encantamento. O véu que impede de ver os sinais. Mas seu coração sempre doce e crente, esse ela não abria mão.  Seu jeito de ser e de acreditar também não…. Como mudar sua essência? Impossível e inquestionável.

Apenas, ou muito, transformou o pesadelo em sonho de novo. Um sonho mais real, uma realidade mais sonhada, mais feliz e à altura de tudo que ela sempre quis e sempre mereceu!

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A Estação de Histórias é escrita por Andréa Cristina Carvalho (direitos autorais reservados)

www.encontrotansformandovoce.com.br

@encontrotransformandovoce @andrea.cristina.ac

Escritora por paixão, colaboradora da Revista Expresso Livre uma generalista apaixonada pelo ser humano; uma agente de transformação.

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