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São Paulo – SP 19/10/2020 – Com a pandemia, houve uma necessidade de os recursos (salas de cirurgia, equipamentos, medicamentos, enfermeiros, médicos) serem mais produtivos.

Um dos segmentos mais afetados durante foi o ramo da saúde, em especial os hospitais, onde agora é preciso trabalhar muito para maximizar a produtividade

Considerando este “novo normal” que estamos vivendo atualmente, o engenheiro mecânico Alexandre José Baumgaertner Filho afirma que se faz necessário ainda mais a busca por novas soluções, que sejam extremamente produtivas e eficientes. “Um dos segmentos mais afetados durante a pandemia foi o ramo da saúde, em especial os hospitais, onde agora é preciso trabalhar muito para maximizar a produtividade, tentando extrair o máximo do que os recursos possam fornecer”.  

Segundo Alexandre, uma das ferramentas já utilizadas nos maiores hospitais, e agora mais presente, é a aplicação dos conceitos da Engenharia de Produção no ambiente hospitalar. “Um grande campo de conhecimento na Engenharia de Produção, é o Lean Manufacturing, onde busca-se a eliminação dos desperdícios no processo produtivo, objetivando maior qualidade e menores custos”. O mercado global de sistemas de informação em saúde foi avaliado em US$ 95,46 bilhões em 2018 e deve chegar a US$ 158,89 bilhões em 2025, de acordo com o relatório Scope of Global Healthcare Information System Market, publicado em 2019.

O engenheiro conta que o conceito da redução de desperdícios começou a ser utilizado nos hospitais em meados dos anos 2000, quando houve a evolução para o Lean Healthcare, com foco na redução e eliminação dos desperdícios nos processos hospitalares. “Com a pandemia, houve uma necessidade de os recursos (salas de cirurgia, equipamentos, medicamentos, enfermeiros, médicos) serem mais produtivos, pois houve um aumento da demanda hospitalar, aliado a redução do quadro de funcionários devido a presença do vírus, principalmente nos profissionais de linha de frente”.

O Lean Healthcare contribui de forma muito efetiva neste novo cenário, como por exemplo na implantação da redução de movimentações, como procurar documentação de pacientes, medicamentos, entre outros itens de suprimentos, além de melhorias no layout que minimizem movimentações desnecessárias”, diz Alexandre. O engenheiro também cita como exemplo a redução de desperdícios e a eliminação de defeitos, como informações incompletas, falta de equipamentos, erros de medicação, resultados mal direcionados, retrabalho de processos.

Em adição ao Lean, outros conceitos de Engenharia de Produção podem ser aplicados em um ambiente hospitalar, reforça Alexandre, como é o caso da melhora no gerenciamento da cadeia de suprimentos. Isso pode ser refletido, segundo o profissional, em uma melhor previsão de demanda dos medicamentos, considerando a sazonalidade, como é o caso de medicamentos para doenças provenientes do frio (resfriado, gripe bronquite…). “Com isso, pode-se otimizar os locais de estocagem desses medicamentos, tendo redução de perda por data de vencimento, além da redução financeira na compra, podendo este dinheiro ser realocado para outra área de melhoria do hospital”, finaliza. 

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