Doação de Pele
Foto retirada das redes sociais da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro
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Ao contrário do que muitos pensam, a doação de pele não desfigura a aparência do doador e pode ajudar a salvar vidas!

O transplante de órgãos muitas vezes é a única esperança de vida ou de um recomeço para pessoas que se encontram em situações críticas.

O procedimento cirúrgico consiste na reposição de um órgão (coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas, pele) de uma pessoa doente (receptor) por outro órgão ou tecido normal de um doador, vivo ou morto.

UM DOADOR salva em média CINCO PESSOAS, com rins, fígado e córneas, mas esse número se multiplica quando também são doados os pulmões, pâncreas, intestino e coração, chegando à salvar 10 pessoas.

A doação mais mitificada é a doação de pele, que pode ser usada para enxertos no tratamento de queimaduras ou de feridas crônicas, como as feridas na perna decorrentes do diabetes, de úlcera venosa, de um acidente grave onde a pele nas regiões das feridas pode começar a necrosar.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de duas mil pessoas morrem em decorrência de queimaduras todos os anos no Brasil. 

A pele tem três funções básicas: regular a temperatura, regular perdas de água e impedir infecções bacterianas do meio externo. Ao perder essa barreira, o paciente com grandes queimaduras vem à falecer, geralmente, por infecção hospitalar. Com o transplante, durante duas semanas esta pele funciona como se fosse dele. A dor vai a zero. É uma forma de salvar vidas.

COMO FUNCIONA A DOAÇÃO DE PELE

Quando um possível doador falece por morte encefálica ou cardiorrespiratória, a família é questionada sobre a doação dos órgãos e tecidos.

A pele doada funciona como um curativo biológico provisório, onde no início do tratamento é tirada da pele que foi de alguma forma necrosada e substituída pelo novo tecido. A pele enxertada se adapta ao órgão e o regenera, melhorando toda a condição clínica do paciente, diminuindo o risco de infecções, e evitando desidratação, ajudando na cicatrização de feridas e aliviando a dor. Após duas semanas inicia o processo de rejeição esperado, onde a camada superior vai descamando  e por baixo dela o tecido em cicatrização estará com um aspecto infinitamente melhor do que estaria se não tivesse sido usado o transplante de pele.

O MEDO

Algumas famílias que autorizam a doação de outros órgãos, muitas vezes negam a doação da pele por imaginarem que irá desfigurar o corpo do doador e comprometerá o velório do ente querido.

Mas é importante frisar que essa doação passa despercebida para a família do doador, pois a é retirada uma finíssima parcela da camada mais superficial da pele e, mesmo assim, de áreas que não aparecem em um velório ou funeral como a parte interna das coxas ou as costas. A espessura da pele retirada é de cerca de 0,2 mm, mais fina que uma folha de papel A4 e omo a retirada é feita sempre após o coração parar de bater, não há sangramento. Uma pessoa leiga não consegue notar diferença entre a parte que teve pele retirada e partes adjacentes onde não houve retirada.

Após a retirada autorizada, o  material é examinado para descartar doenças e contaminações. Após a preparação, é enviado a um dos bancos de pele, armazenado, para futuramente salvar vidas!

A doação de pele ainda é vista com muito preconceito e por isso, os bancos de pele enfrentam uma grande baixa nas doações. Compartilhe essa matéria, converse e comunique sua família se quiser ser um doador de órgãos!

Informação salva vidas, doação de pele também!

 

Fontes retiradas dos sites:
http://www.saude.pr.gov.br/
http://www.transplante.rj.gov.br/
https://www.lbv.org/
https://www.nsctotal.com.br/

*Mais sobre o autor:

Amanda Lyra – Cantora, compositora, produtora e apresentadora, cadeirante e idealizadora do Projeto Solyra. Diretora e Editora chefe do Expresso Livre e Portal VRNews!

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