Asas aos meus sonhos - Estação de Histórias
Crédito: Divulgação
Publicidade

Mari nasceu esperta, iluminada, sonhadora. Sabia, na certeza do seu coração e na força da sua determinação, que os “voos” que fazia em sua imaginação, olhando para o céu enquanto arava a terra, seriam alcançados em sua plenitude, no passo a passo que visualizava, planejava e faria.

De família simples, honesta e batalhadora, honrou seus valores e saiu cedo em busca do que merecia. Conquistar o que nunca teve. Os sonhos que cresciam com ela na árdua rotina de estudos e obrigações que manteve.

Sabia que não era dali. No amor havia sentido, mas na terra não havia pertencimento. Sentia que podia mais. Que merecia mais. Não sabia nem como, nem o que, nem quando, mas seu coração já tinha a maior resposta: o porquê. Assim, o restante virava detalhe que a imaginativa e determinada menina não teria dificuldade nenhuma em resolver.

Num misto de teimosia e ousadia, sempre com muita criatividade, avançou nos estudos e até convento se fez morada. Marcada pela partilha e pelo grande ensinamento das coisas da vida, se viu tão encantada que pensou lá ter vaga marcada. Mas seu destino já era certo e a vida dá um jeito pra dar seus recados. Mari entendeu que pra tropeçar com anjos, não precisa de lugar certo. Que pra cumprir a caminhada de transformação precisa de um caminho. E o dela ainda não tinha sido explorado. O convento, foi parada, mas não era o ponto final. O mundo a esperava para o dar e receber, mostrando que Deus se faz presente mesmo quando parece ausente. Que fé não escolhe caminhos, simplesmente acredita nos sinais e na própria caminhada.

Marcou muitas vidas que cruzou. Agradeceu cada etapa que conquistou. Entendeu que dar passos para trás não é regredir, é reaprender. É lição sobre si e o outro.

De volta em casa, lidou com as diferenças e imposições com o respeito que sempre teve e a inquietude que manteve. O pai achou que ela seria a continuidade. Da terra, do negócio, da história. Mas ela, ah… ela sabia que ali era só capítulo de transição, não cenário do enredo que já havia escrito pra sua história quando dava asas aos seus sonhos. O amor era grande. Também a gratidão. Mas plantação de pai não faz colheita de filho. Ia semear suas escolhas, com sua coragem, sua força e a certeza dos anjos de Deus no caminho.

Um a um, ela foi encontrando esses anjos e recebendo tudo que a vida mandava de auxílio nas batalhas que ela teve que travar pra chegar ao seu destino. Mas não se engane… A vida foi generosa dentro de sua dureza, mas Mari sempre agiu com bondade e desprendimento tamanhos, que não tinha outro olhar que não fosse de doação e gratidão. Dentro das agruras, que não foram poucas, enxergava muito bem as bençãos que Deus mandava. Agradecia e continuava.

Sua carreira e suas conquistas se desenhavam e quando se via desafiada em cada nova atividade que assumia, mais percebia os dons que a vida lhe privilegiava. Cativante, corajosa e motivadora, encontrou na comunicação sua fonte de valor e senso de direção. Postura firme, fala assertiva, e muitos amigos feitos na jornada. Relações que transformou em conexões de amor. Verdadeiras e duradouras. Amigos daqueles que se leva no peito com a devida importância de cada pedacinho que viveu e construiu essa legião de anjos do bem durante sua caminhada. Todos com lugar certo e cativo, no coração gigante da menina que tanto amor transbordava.

Queria cuidar de si, sem nunca esquecer do outro. Queria celebrar suas conquistas, sem nunca esquecer sua essência. Inocente e positiva, mesmo na árdua e desafiante jornada, ela sabia, sentia que era abençoada. Sua vida ela tinha colocado em perfeita ordem. E, com orgulho de si, moveu o orgulho pra todos que conheceu. Venceu! Mas vida é partilha, é continuidade. E ela queria ainda mais felicidade.

E na troca do dar e receber, ensinar e aprender, pedir e agradecer, se viu frente a frente com seu maior desafio. Do tamanho do seu sentimento. Na medida para seu enfrentamento. Fácil, de novo não seria, mas tinha seus valores. Sua sabedoria. Acostumada com as vitórias nas adversidades, não seria dessa vez que ficaria intimidada com uma dificuldade. E, o amor, que sempre pediu passagem pra romântica e heroica menina, mostrava que vida imita a arte e que desafios fazem parte do enredo para um final feliz. Mostrou força, caráter; ensinou autoestima e não à autopiedade. Convenceu sobre valores e prioridades. Reestabeleceu conexões perdidas, cortou ligações negativas e trouxe para si e para o mundo a essência do amor que além via. Com amorosidade, dessa vez se fez anjo e resgatou para o seu céu o homem que daria sentido na partilha e união que levava de desejo em seu coração.

O amor floresceu. Tempos depois, a barriga cresceu. O susto se deu. A menina que tanto planejou, se viu mulher no sonho que nunca sonhou. Mas sabia dentro de toda sua humana aflição, que Deus tem seus caminhos e meios de enviar amor em forma de lição. Sentiu sua dúvida, seu medo. Acolheu sua fragilidade. Entendeu que gente forte também chora. Que coração bom também se apavora. Mas foi só questão de tempo pra entender o que sentia, ressignificar o que temia e receber de Deus seus maiores presentes. Presente que se faz presente. Outro, presente que se faz lembrança. Mas presente é sempre presente e tem valor na forma e no efeito. Sempre único. Ele se permitiu. Se abriu. Sempre soube que tudo é vontade maior. Que tudo é caminho desenhado para extrair o ensinamento que lhe é destinado.

Aprendeu. Ensinou. Perdoou. Se encontrou. Aumentou sua lista de conquistas. Seu rol de anjos na Terra. Cresceu em ser e ter. Por força e mérito. Mostrou que sua jornada não é à passeio, nesse mundo que começou conquistando em seus infantis devaneios. Só que devaneio com constância vira sonho. Sonhos dão asas e impulsionam para a realização. Sonho com determinação vira conquista. Conquistas aumentam as asas e mostram um sentido maior. Conquista com êxito, vira reconhecimento. E reconhecimento é ligação de essência. É vitória no valor. É lembrar de onde veio até onde queria chegar. E ela chegou!

Medida justa do ter. Sem limites para o ser. De posse de si, de suas lindas e enormes asas e de suas decisões, hoje escolhe o que seu eu interior precisa. O que sua alma realiza. Entende o voo e valoriza o percurso. Agradece a coragem e valoriza a bagagem. Faz da vida, exemplo. Dos dons, propósito. E enxerga na força da transformação, sua maior e mais linda missão.

 

Andréa - Redes Sociais (11)Por Andréa Cristina – Graduada em Administração pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com mais de 20 anos de vivência na área em grandes empresas e na gestão de negócios próprios; Apaixonada por fotografia e formada na área pela Escola Portfólio;
Formação em Coaching e Mentoring. MBA de Liderança e Gestão de Pessoas;  Mentora e Facilitadora de Desenvolvimento Humano na AC “Viva todo seu Potencial”, na cidade de Curitiba/PR. Idealizadora do Encontro TRANSFORMANDO VOCÊ.

Escritora por paixão, colaboradora da Revista Expresso Livre uma generalista apaixonada pelo ser humano; uma agente de transformação

Publicidade

Deixe uma resposta