Anel de tucum
Crédito: Divulgação
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Muitos conhecem como “anel de côco ou de coquinho”, mas nem imaginam que a história do Anel de Tucum traz uma mensagem muito maior.

Sua simbologia remete aos tempos do Brasil Imperial. Enquanto a realeza usava jóias de ouros e pedrarias, os negros e índios confeccionavam seu próprio anel, a partir da semente de uma palmeira comum da Amazônia, denominada Tucum. O anel era usado para representar relacionamentos de amizade, de pactos matrimoniais, de resistência e da luta pela libertação, se tornando para as camadas sociais oprimidas, um símbolo de aliança e parceria.

Portanto, usar o anel representa o engajamento com causas sociais, como justiça e igualdade para todos.

Este costume começou nos anos 60, no início da Teologia da Libertação. Esta é uma corrente teológica cristã que surgiu na América Latina, depois do Concílio Vaticano II e parte da premissa de que o Evangelho exige a opção preferencial pelos pobres. Muitos movimentos sociais se inspiraram nesta teologia. Desde então, religiosos e não-religiosos que defendem o protagonismo e a inclusão dos mais vulneráveis da sociedade, passaram a usar o anel de Tucum como sinal de seu compromisso com a causa dos pobres.

Sua matéria prima está longe de ser algo financeiramente valoroso. O custo do anel é baixo, pois ele é de uma simplicidade enorme e sua confecção é bem artesanal, por isso a magia toda está no conceito e não no material, como deveria ser em vários aspectos de uma sociedade.

Este anel é feito a partir de uma palmeira da Amazônia. É sinal da aliança com a causa indígena e com as causas populares. Quem carrega esse anel significa que assumiu essas causas. E, as suas conseqüências. Você toparia usar o anel? Olha, isso compromete, viu? Muitos, por causa deste compromisso foram até a morte.“ – bispo Dom Pedro Casaldáliga

Em 1994, Conrado Berning, cineasta ganhador de diversos prêmios nacionais e internacionais, produziu um documentário pela Verbo Filmes totalmente dedicado ao acessório: “O Anel de Tucum”. Assista aqui:

 

 

  • Por Redação Revista Expresso Livre
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